Sobre nós dois

sábado, 27 de janeiro de 2018

Quando em tuas mãos estremeço. Esqueço. Dispo-me da dor e do medo. Deixando escorrer por minhas pernas teus dedos e em meu grito a ansiosa agonia. Desespero. Me entrego. Mas segundo após sou tristeza. Sou rio seco. Sou peixe que se debate sobre a lama. Arrependo-me. Mas não choro. Guardo em mim. Grito promessas.  Mesmo sabendo, que outra vez mais estremecerei em tuas mãos.

domingo, 21 de janeiro de 2018

Pinto o rosto. Pinto os lábios. Transformo mechas em arco íris. Mas nao é pra ti. E vc sorri. Infinitamente. Achando q o amor sobrevive a tudo isto. Indiferente. Sigo meu caminho. Minha trilha vazia. Solitária. E me contento em ser silêncio. Em ser sem rima. Sem ritmo. Sem graça.

Olho pra vc com tanta amargura. Que azedo o sorriso que tanto ensaiei. Entre nós. Abismo. Silêncio. Dor. Tudo o q me alimenta. Vc corrói. Tudo o que me excita. Vc julga. Tudo o q me encanta. Vc quebra. Caio nas profundezas do meu nao ser. Me afogo. Quem dera um fio desencapado ao cair na banheira

Ela se sentia sozinha no mundo. E vc ajudou. Ela se sentia excluída no mundo. E vc cooperou. Ela percebeu q ninguém a amava. E vc completou. Ela so queria um motivo. E vc assinou.

Quero fingir q somos crianças. De maos dadas por ai. Quero fingir que voltei no tempo e fui melhor. Mas nosso hoje sao recortes vazios de um passado de lagrimas tuas. Vc sorri. Mas o sorriso ali é tao desconexo quanto minha dedicação repentina. Ainda sim me apego. Estarei aqui enquanto vc estiver também.

Eu pensei q talves houvesse um futuro para nos. Mas nao havia nada alem de fotos e lembranças vazias de um sonho de futuro. Eu revirei as caixas dopassado e devorei nós dois. Me alimentando do que jamais seriamos. E vesti um vestido branco que nem sequer fui eu quem.escolheu... E ele caiu por meu corpo mas resisti rodando o salão com.meu vestido de ilusao. E todos sorriram enquanto eu pensava que meus erros seriam apagados pois talvez houvesse um futuro para nós. Mas hoje. As fotos de nos nao fazem se tido. Os sonhos para nos sao todos vazios. Hoje nao suporto mais este vestido, que me aperta a respiração com seus nós e bordados retorcidos...

Entao eu exigi. Fique aqui. E entao um dia eu quis sumir também. Ela olhou nos meus olhos e nao gritou. El olhou nos meus olhos e não julgou. Ela sorriu e disse. Vc tem a mim. E eu quis sumir outra vez. A lembrança de um futuro me assombrava. Me assombra. O vestido azul e branco de festa. O copo vazio. E ela ali batendo a porta. Meu corpo vazio de dor. Vazio enfim de mim. E o desespero nao so em seus olhos. O desespero vazando em lagrimas por seus olhos verdes. O desespero cantando em seu ouvido: a culpa tambem é sua. E ela ali. Onde eu estava. O vestido azul e branco...

Naquelas horas em que a noite me assombrava. O sorriso de uma crianças me trouxe de volta. Naqueles momentos em que eu queria desaparecer ela gritou meu nome me dizendo para nao desistir. Nos momentos mais frios e mais longos ela estava ali com um sorriso falso no rosto so para me ver sorrir. Ela semprs esteve aqui. Mesmo quando desejava estar a 7 palmos. Ela sempre sorriu para mim. E eu aqui. Sendo egoísta e tola. Olhando pra vc como se vc fosse minha salvação. Quando seus olhos sequer me enxergam. Quando sua voz so trás tristeza e mais tristeza.

sábado, 20 de janeiro de 2018

Há sempre aquela tristeza que corrói. Que atormenta. Que te desperta para dentro de si, pro seu vazio sombrio, pro seu olhar vidrado. A tristeza que nao se esvai com momentos bons, com sorrisos ou dados rolando sobre a mesa. A tristeza metamorfa, que navega entre os motivos que a alimentam e que no fim é a mesma. Ácido que perfura a carne da alma. Chama que queima o tabaco. Pura e interminável tristeza.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Como a lua diante do Sol num eclipse. Assimme sinto. Minha luz havia sido roubada. Mas por você. Então permaneço a sorrir. Tudo passa. Outra vez mais posso sonhar.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Sou mármore rachado. E ainda sim teu apoio. Sou compensado e ainda sim... seco suas lágrimas. Sou copo rachado e ainda sim... Água doce que te acalma. Sou. Só pra ti. Pois tu és o pouco que ainda lembro de mim.

Faz 15 dias que a morte sentou do meu lado e me estendeu as mãos. Pílula azul. Pilula vermelha. Amassei ambas. Pus um pouco d'água. Mas nao fui capaz de engolir. Me faltava a coragem de um escolhido. Chorei. E hoje ainda choro esperando q ela volte o tempo e me estenda a mão outra vez. Pílula vermelha?

Mas o medo percebeu minha felicidade..
e veio me. sussurrar angústia no ouvido

By Tay Teister

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Queria olhar pra ela mesmo por este pedaço de tela e quilômetros que não sei contar e gritar em grito de letra maiúscula e em negrito. VOLTE A SER MINHA. Mas sou silêncio. Como pedir algo q nunca me prometeu?

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Hj meu gozo foi só.meu. Nao teu..nao.dela. Nao dele. Meu somente. Deliciei-me sem desejo algum de outro a nao ser eu mesma, gemi num prazer constante de saber que aquele prazer nao precisava de ninguém. Auto amor puro. Espontâneo. Gritei um grito rouco. Meus dedos bastavam.

Hj meu gozo foi só.meu. Nao teu..nao.dela. Nao dele. Meu somente. Deliciei-me sem desejo algum de outro a nao ser eu mesma, gemi num prazer constante de saber que aquele prazer nao precisava de ninguém. Auto amor puro. Espontâneo. Gritei um grito rouco. Meus dedos bastavam.

Anseio. E por ansiar percebo. Carinho é como botão de rosa. Que suga, luta. Almeja. Desabrocha. Mas como tudo murcha. Despetala. Caí.

Tudo q alega e seduz é erro. Estaciono. Paro. Seja o dia em noite. Seja a tempestade em luz. Trevas. Alimento entao desespero vazio. Tu diz ser concha eu digo ser rio. E secos seguimos. A vida é como sol a pino. Os dias nosso Nordeste. Procuro a arma do cangaço. Tiro fita de couro. Acovardo

Nao sou enquanto tu és. E sendo tu, tudo em.mim nao pode ser. Então desconjujo estando só.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Então vc brilha. E percorre mej céu como uma estrela cadente. Eu pulo em sua cauda e ouso sonhar. Nada a perder além da sanidade. Não ligo. Melhor loucura tua q loucura minha.

A corda foi escondida. A seringa descartada. Comprimidos acabados. Nao há mais. Nada mais que me mantenha satisfeita. A possibilidade se foi. E com ela a calma da certeza.

Horas assim. Quando só o vento fala. A escuridão me fita enquanto o jardim cricrila. Sinto medo. Desespero. Choro. Ninguém ouve. Ninguem vê. Mimha mente me afoga, das certezas da minha inutilidade. Eu corro. De mim para mim. Eu caio. Em mim para fim. O fim. Por que nao cabe a mim?

Tua mão pequena e quente em meus seios era meu desejo esta noite. Tua boca atrevida, tuas coxas febris. Sua ousadia, sua doentia forma de ser. A fumaça so teu cigarro. Seu delírio. Sou olhar drogado. Seu desequilibrio. Teu mamilo rosado. Seu gemido.

Longe de teus braços. Outra noite qualquer. Presa na dualidade que é estar acompanhada e tão só quanto uma pérola no oceano. Sem a concha. Sem a secreção. Somente areia.

Vc sentiu raiva. Nao pena, nao.desespero. vc sentiu raiva nao culpa, não apego. Vc sentiu raiva e se distanciou, mesmo vendo a corda na varanda, as drageas desmanchadas. Vc sentiu raiva. Nao amor.

Noite a dentro. Continuo só.
O véu cai. Já nao.me cabe a capa da ilusão.
Ele se foi. Ela também irá. Tu e só tu se mantém.
Mas contigo devo ser menos.
E a cada menos que sou. Menos viver.

Admiro suas rebuscadas palavras. Me sinto vazia e tola ao seu lado. Uma casca que nada abriga. Um
Boneco que sem o ventríloquo nada é além de madeira e tinta. Me falta talento, astúcia. Alma. A palavra vazio martela mais uma vez e se repete. É constância da minha inconstante vida. A uso. Sou lago vazio diante da profundeza que é o oceano de você.

Mesmo me entregando. Mesmo me desnudando. Fui pouca outra vez mais. Vc me confessou que o amor havia se partido. Como as pilulas q desmachei. Cujo pó ainda fede minhas mãos. Vc confessou q tinha raiva. Que me odiava. Pelo que fui covarde em executar. Por eu... Silenciei. Como tantas vezes pediste. Silenciei pois só o silêncio me cabia. Minha mente no entanto era caos e gritos. Te olhei nos olhos como quem olha um abismo. Me joguei.

Me saciei em vc desejando ser ela. Gemi. Nao precisava de seus labios, seu suor ou seu gemido. Tremi. De olhos fechados seios fartos enchiam meus lábios e o cheiro a eu sentia era um cabelo perfumado de banho. Pele macia. Não você. O goso veio de repente como ela as duas da manhã. Nao segurei. Era para ela e nao para ti. Ela sussurrou "sou tua" e eu sorri. Mesmo em teus braços molhados de suor, deitada no musculo rijo q era teu peito. Eu era dela também.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Eu devia estar feliz. Fazer as malas. Gritar estou livre. Eu devia sorrir e sorri. Comprar rosas e escrever um cartão. Ame-o. Eu nao devia me sentir tola. Devia gira e girar dançando over and over. Sorrir e sorrir. E nao me sentir tola. Devia te parabenizar. Abraçar. Seguir para onde é meu destino.

Eu sei q seus sorrisos nao sao meus. Eu sei que seu amor nao me pertence. Que esta aqui por sua honra. Entao eu corro. Eu corro para os braços de outro alguém. Beijo sonhos com tanta paixão que acordo vazia. Eu abro a foto dele e penso que cometi um erro. Pois eu olho em seus olhos e sei q sente pena. Sim. A unica coisa q sente.

Não me absorva como uma esponja. E nao se sinta capaz de limpar minhas lágrimas. Eu amo como elas marcam.meu rosto em profundas valas de desespero. Não. Não se julgue capaz de me salvar. Salve-se de mim. Nade para margem. Me deixe para trás. Não hesite. Nao duvide. Somente vá e viva a vida que já nao me cabe mais.

A prendi ao meu lado como se ela fosse uma âncora para a vida. Ilusão. Como 008 em coisas estranhas. Vi o q queriam q visse. Mas o véu sempre se desfaz. Ela vai embora. E estarei a sós com vc outra vez. Vc me abraçará, sufocará, encorajará. Falharei. Como sempre falho. E a promessa que fiz sem sinceridade ou ânimo. Será exposta sem que haja acusador. E o sorriso dela que me mantém de pé virará chuva que molha o mogno e umedece a terra que a mim espera.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Ontem me deparei com a covardia. Tinha o copo na mão, transbordante e o medo me impediu de dar o gole fatal. Percebi evitar, adiar, por barreiras. Percebi ser fraca até para isso. Tomei banho e pus umn vestido. Sentei no sofá. Não me importava a casa desarrumada. A louça a pia. S me importava engolir a dor wm forma de comprimidos amassados. Não fui forte. Nao como ela.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Meu eu de hoje te nega. Aborta teu conceito de um dia existir. Te abomina. E chora.
O mundo obriga. Ele obriga. Te ter é abrir mão de mim. E mais uma vez o farei. Matarei o que me resta. E seguirei em frente com minha máscara. Nao devia ter jogado as seringas fora. Nao devia ter tido esperança. O tempo é relativo. Nada além. Nenhuma esperança do melhor. Nenhuma esperança de eu desejar vc.