Minha voz. Meu eu. Minha alma. Tudo cala.
Quase choro. Hesito em reconhecer. Reflito. Questiono. Descubro. Nada em mim seduz. Nada em mim.
Descartam. Cansam. Afastam. Devo ser ainda menos.
Nisto devo me tornar? Recuso aceitar. Agonizo. Lembro ser nada. E devo ser ainda menos.
Presenteio o mundo. Dou.
Meu silêncio. Durmo.
Não vou acordar.
segunda-feira, 18 de dezembro de 2017
segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
Fingi nao te ouvir quando disse que me amavas demais. A frase era sincera e profunda mas não bastava, como muitas outras jamais bastaram. Era um remedio sobre a ferida. Um manto quente de carinho em tom se preocupação. Evidência do seu medo. Percebi que minha dor é tão óbvia que até mesmo você, catarata avançada enxergou. Conclui guardar, passar chave. Nem um amor pouco revogará meus planos.
sexta-feira, 1 de dezembro de 2017
Outro corpo, outros lábios. A eles e só pra eles devo gozar de pleno orgasmo. Nao pra ti. Que me alucina mesmo enquanto dorme. Pois quieto faz-me imaginar que sou bela, que sou meiga, que sou delicada e voraz. Que sou mais q uma casaca que abriga teu saciar. Sou desejo latente, sou beijo fervente. Sou eu, enfim, finalmente.
Descubro enfim porque desejo é sinônimo de pecar. Escorrego de meu alto patamar à seus braços de sono profundo, almejo sua carne quente sob meus lábios, a textura de seus pelos entre meus dedos, a firmesa de suas coxas encostando nas minhas. Desespero de tanto desejo, salivo de vontade de embrigar-me de teus beijos, profano, lambo.
Pago com amargo pecado. Da tolice de querer mais que posso. Desperta tu, e teu ódio. Arrependo-me. Choro.
quarta-feira, 29 de novembro de 2017
Ah querido! Como sou saudosa de ti! De sua voz. De seu riso. Lembro tua voz como se tivesse sussurrado em meu ouvido. Lembro do teu calor como se tivesse se alastrado por meu corpo. Lembro de nossos beijos com um doce na boca. Lembro de teu carinho. De teu bom dia. De te encanto, seu feitiço!
Ah querido! E se a tola honra nao tivesse vendado meus olhos? Seríamos hoje ainda? Teu abraço tão distante me alcançaria, apertando-me contra teu peito nu? Tua selvagem fome ainda sussurraria meu nome com sua grave e rouca voz?
Ah querido! Como sou saudosa de ti!
Te dei meu corpo em troca de meu próprio prazer. A tempos nao era por vão amor. Gozei. Meu gozo mecânico e longo. Hesitei. Nao queria te dar seu gozo. Sempre a mim negado. Mas dei, ainda que exausta. Dormi pesado. Diria quem sabe feliz. Mas felicidade não me cabe. Sou pequena como seu sexo. Todo vulgar e sem paixão.
segunda-feira, 27 de novembro de 2017
Uma pilha de erros. Uma montanha de vazio. Fria. Egoísta. Imbecil. Enquanto corpos caem ao meu redor eu danço, giro, finjo nao ver. Piso, são só cadáveres, e o caixão é de mogno como a parede do meu quarto. E eles caem como dominó. Eles caem e eu sigo em frente sem olhar pra trás. Pois sou como sou, um soco, uma coluna, um desespero. Depois penso que depressão e não poder sonhar.
Descubro reflexo meu sorrindo em seus olhos, como se o mundo fosse só nós dois outra vez mais. Te abraço e ali, aninhada em minha ilusão adormeço. Mas o sol nasce e com ele a luz ilumina a verdade. Eu hesito. Eu não resisto. O véu se desfaz. No entanto. Nao sou lágrimas ou vinganças, não sou dor ou medo. Sou além, sou imaterial. Desfaço-me de mim mesma. Absorvo. E nada sinto. Outra vez mais.
quinta-feira, 23 de novembro de 2017
Tantas coisas a dizer. E me limito a silenciar. O som da minha voz é ruído. É jamais desejado. Assim como as palavras que escapolem. Sua vontade sobressai. Porque devo nao calar? Pergunta a mim a hesitação de perder meu eu. E porque insistir em dizer se nada diz? Então eu e Eu nos conformamos. Silêncio enfim para quem jamais quis meu som.
domingo, 19 de novembro de 2017
Uma pilha de erros. Uma montanha de vazio. Fria. Egoísta. Imbecil. Enquanto corpos caem ao meu redor eu danço, giro, finjo nao ver. Piso, são só cadáveres, e o caixão é de mogno como a parede do meu quarto. E eles caem como dominó. Eles caem e eu sigo em frente sem olhar pra trás. Pois sou como sou, um soco, uma coluna, um desespero. Depois penso que depressão e não poder sonhar.
sábado, 18 de novembro de 2017
Ainda ouço Sua voz me atormentar a cada noite. Espero que vc me veja só você. E abra este lk e lembre que sempre estarei nos seu olhos.
sexta-feira, 17 de novembro de 2017
terça-feira, 14 de novembro de 2017
Dicionário do Eu
Minha palavra do dia:medíocre
medíocre
adjetivo de dois gêneros
1.
de qualidade média, comum; mediano, meão, modesto, pequeno.
"salário m., condição m."
2.
pej. sem expressão ou originalidade; mediano, pobre, banal, passável.
"texto m."
3.
adjetivo e substantivo de dois gêneros
diz-se de ou pessoa pouco capaz, sem qualquer talento, que, de modo geral, fica aquém das outras ou que, num dado campo de atividades, não consegue ultrapassar ou mesmo atingir a média.
"artista m."
4.
substantivo masculino
aquilo que está abaixo da média, relativamente à qualidade, originalidade etc.; inexpressivo, ordinário.
"a repulsa ao m. é uma unanimidade entre os verdadeiros artistas"
segunda-feira, 13 de novembro de 2017
sábado, 11 de novembro de 2017
As vezes. Quando a noite é longa e meu suspiro tolo, desejo ter vc como jamais tive. Desejo amor. Nao concreto. Não inquebrável. Aquele amor de louça fina, tão louco e tão fragil nas mãos de criança. Amor grave como sua voz, amor tolo, bobo e findavel amor.
As vezes. Este amor doente e sonhado me basta. Como olhar tua foto e imaginar um futuro que jamais será. Ah como amo minha própria tolice neste "as vezes" que as vezes me corrói.
Decidi que o verso nao me cabe mais. Como um jeans velho entre tantos outros. Todas as festas sao esquecidas, o beijo recebido com ele em minha pele, sentindo meus arrepios, retendo meu suor juvenil. Todos os medos, sonhos e atrasos. Hoje como também ontem são descartados. Nao cabemos mais um no outro. O verso nao cabe em.mim. e eu jamais coube dentro de um verso.
domingo, 13 de agosto de 2017
Revira
Descobri que o amos se esvai, se despeta-la como uma rosa que a muito tempo pendia em um galho. E como infernos doeu. Tamanha foi a dor, que a neguei. Como aceitar anos feitos em pó de desespero? Julguei ser pesadelo, voltei a dormir, a vida era composta de um sonhar acordado só meu. Quem sabe mantendo os olhos cerrados tudo voltaria ao lugar..