Sobre nós dois

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Vou de verso
Transverso
Reverso
Verso

Bocados

Dou biscoitos ao tempo.
Alimento.
Deixo que vá
e volte.
Pule minha janela
e peça mais.

Roçe em minhas pernas,
vire cambalhota.

Alimento uma vez mais.
E quando não vem
o procuro,
deixando as mãos livres
num sinal seguro

E quando demora,
estranho
Coço as orelhas
e jogo mais biscoitos
Ao vento

As vezes se atrasa e se arrasta
As vezes dele até me desprendo.
Esqueço!

Mas quando chego no quase
ele volta
E com ele todo um recomeço

Não devo alimentar o tempo
Eu penso.
Mas ele me seduz
Despe-me da culpa.
Tão firme!
Tão certo!

Trança-me os cabelos e
Come meus biscoitos
Ah tempo
Será sua culpa o pote vazio,
O rompimento

Nada melhor,
Só um bom e velho novo amor
Curando dores
Dum triste e sóbrio velho amor.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Carta ao futuro

Quem somos nós hoje?
SeNão versos de vidas vazias?
De vidas vividas em descompasso?

Que sabemos nós hoje?
SeNão o que sabíamos...
e sequer sabemos,
se o que soubemos era real!

Sequer temos certezas se nada daquilo foi
impressões criadas,
ilusões armadas...
Por nos nós dois.

Não somos nada!
Senão reflexos de um passado
desconexo.

Estranhos tentando quebrar barreiras
criadas por nossas próprias maos.

Tentando em vão plantar sorrisos
Árvores de elos,
onde há terra infértil!

E se infértil a terra não está?
Estaremos preparados?
Estaremos dispostos a nos olhar nos olhos?
A nos abraçar como velhos estranhos conhecidos
Que se desconhecem e
se conhecem em teor semelhante?

Estaremos dispostos a todo aquele
bem querer e mal querer?
A todas aquelas pétalas de margaridas
jogadas no chão em nosso caminho?

A todos os sorrisos,
Penosos e bondosos
e inocentes sorrisos?
A todas as expectativas?
Malditas e mal criadas
expectativas?

Será que sairemos ilesos?
Ou será como um soco?
Quebrando o que tem no caminho,
queixo, maxilar, dentes
E não bastasse, o restinho do orgulho...

Andaremos Assim
de sorrisos deselegantes
Acima,
abaixo,
a diante?

Será Que para mim não serás mais galante?
Não errarei como antes?

Conseguiremos debruçar na mesma janela
sem que eu lhe deseje os lábios,
e todo o universo de seu sorriso?
Ou que lhe esbarre na pele para sentir
Que és quente?

Quem somos nós hoje?
Senão a mesma gente de sempre
Mutante. Diferente
Mas ainda sim os mesmos versos
As mesmas vidas
Vazias.

Ti

Deixei ser amor?
Já é desamor?
Ou jamais foi amor?

Tua

Use suas cordas
Me amarre
Faça-me sangrar

Cuspa no meu rosto,
Use, desuse,
Abuse..
Nada vai mudar

Grite,
Esperneie,
Facilite!
Sempre vou errar

Jante sobre a mesa,
Geme a sobremesa
Deve se exaltar?

Culpa e arrogância,
Julgue a petulância
Dor pela ganância
Desculpa, Não vai dar

Rasga o som forte
Nem ta perto da morte
Pare de chorar

Treme, semi.
Nula,
uma,
Alma, sua.

She does

Tantos sorrisos me sorrindo
E ainda insisto no teu
Quem sabe por nunca te-lo tido
Pra mim. Só meu.

Assim Pensava

Acreditava eu
que também me amavas,
Sim acreditava!

Em meus trapos
Vestida de amor te esperava
Trançava os cabelos,
Com flores ornava

A saia girava, girava, girava...
Sorria, sorria, sorria...
Enquanto te esperava.

Corria ao portão entreaberto
Pronta pra mergulhar em teu sorriso,
Beijar teus cabelos,
Boca, lábios,
Seios.

Mas corria e me recatava,
Pois somente Pensava
Que me amavas.

Cá em meu cantinho
Versando baixinho
Eu repetia
Mansinho e mansinho..

Que eras pra mim.
Tu eras pra mim!

Então nova manhã
Rodava e rodava
Quilômetros corria
E sorria e girava.

Ao vento gritava,
Tamanha alegria!

Soltava os cabelos antes trançados,
Retirava os adornos,
Deixava os pés descalços
Corria...

Mergulhava na Fonte,
As gotas d'água no ar,
As gotas deslizando em seu pescoço..
A luz do sol quente como seus cabelos
O Verde da água era o mesmo de seus olhos

Queria tomar o teu queixo entre os dedos
Invadir tuda boca com a maciez da minha
Estreitar teu corpo no meu
Respirar teu mesmo ar
Gritar.

Esconder o meu rosto Na curva de teu abraço
Esconder minha alma Na ternura do seu querer
E Morrer, Morrer...
Simples. Feliz.
Morrer.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Branca

Neve
Gelo
Alva
Sua

Encantado
Desperta
No Beijo
A Verdade

Da Floresta
A Maçã,
Veneno
Covarde

Coração dá
Razão

Caçar requer,
Coragem

Persegue,
Jura e teme

Da neve
Senti,
Saudade

Vento

Oh vento,
quem dera se-lo!

Tocar-lhe os cabelos,
beijar-lhe a face

Adentrar seus labios,
em respiro..

Oh vento,
quem dera!

Abraçar-lhe
no frio,
acariciar-lhe o sorriso..

Oh vento,
quem dera!

Tocar-lhe 
indiscreto,
admirar-lhe
de perto

Desfrutar seu cheiro,
um paraíso...

Oh vento,
quem dera!

Provocar-lhe 
o riso,
evocar-lhe 
arrepio,
de improviso...

Oh vento,
quem dera!

Ser-lhe o dono,
reter-lhe preciso...
Oh vento



terça-feira, 19 de abril de 2016

Ana

Voz Noturna que Fere
Onde a Aspera Espera
Cai, Chora e Brada
Enlouquece, Arqueja e Rasga
Limita Minh'alma, Incita
Alvo Amor Sacia.

Caro Drummond II

Quero 

Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.

Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?

Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.

Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto,
isto sempre, isto cada vez mais.
Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira a não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra
e na sua emissão,
amor
saltando da língua nacional,
amor
feito som
vibração espacial.

No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.

Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor

Caro Drummond

Ausência

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drummond de Andrade

Caro luar

Vendi ao sol
O meu sono
Em toca do seu brilho
E olhar

Implorei pra terra
O vento
Em troca do meu tempo
E sonhar

Barganhei com a lua
O luar
Mas a ela não pude pagar

Pediu-me
O Amar
Recusei

E gritei:
Não há

Mas ela riu
Crescente
Das mentiras que fui
contar

Deu-me um raio de sol
Poente
E cantou para mim
No ar

Cá está está o farol
Girando
Cá está a luz do
luar

Ilumina o caminho
Cantando
Nada mais vai fazer parar

Não iluda
em seus versos
Amando
Pode-se ver que está

Não barganhe com a lua
Cantando
Pelo seu
eterno
luar

Não pense que estou
negando
É que só dou ao que há
De amar
E amar
E amar

Enquanto eu estiver
Distante
A lua Não vai
Ajudar

Então grito
Inconstante
Que o segredo vai se quebrar

Eu amo com a foeça
Do vento,
Eu amo com a fúria do mar

Eu amo todo o tempo
Mas não posso
confessar
Eu amo do sol ao poente
O que mais devo falar

Que me tira o ar
De dentro
E me toma o
Respirar

Gritando respondo
Em lamento

E a lua me da seu luar...

Pois, dois..

Dois.
Bateram,
Em descompasso

Um desespero,
Um esperança.
Outro lamento,
Outro alegria.

Dois.
Pois só um não era nada.

Pois,
Desandou
Desenfreada

A razão,
Não Vale nada.

Carta de Cézar

Estranha
Me sinto assim em teus braços,
Quando menos te quero
Mais você me quer

Estranha razão
esta dessintonia

Te achava perdido,
Já havia esquecido,
Já não queria...

Estranha.
Arranha a alma e
Arranca o suspiro

Repito.
Ganha pelo cansaço,
Me dá um abraço,
Suspiro..

Discute,
Reclama e
fala.

Que fala!
Desanda..
Dispara.

Assusto.
Porque logo agora?
Parece injusto

Desvio,
Assobio e
Dissimulo

E deixo,
Correr,
Verter,
Viver.

Somos papel
E Ouro
E carne
E fala

Me fala
Roma, onde está você?


segunda-feira, 18 de abril de 2016

Angústia
Nula
Gela
Ultra
Surta
Tira
Instiga
Angústia

Fundo respiro
Bufo
Suspiro

Olho tua foto
Beijo teu sorriso

Reclamo
Inflamo
Te amo?

Espreita

Fio a fio
Trança a teia

Liga seus elos
Desata os nós

Desenha sem mapa
Num instinto qualquer

Quieta espera
Madruga
Não erra

Aguarda o pouso
O voo errado
A distração

No Centro da teia
Permeia
Entre atenção
E estática

Nada mais sente
Observa

Compostos olhos
Tudo vêem
Mas não exergam
A teia

O inseto
Esperneia,
Ele ali,
Sozinho

Ela demora,
Estuda

Ele quase grita,
Zumbi.
Mas ela não vê...

Comopostos olhos
Cheios de meros
Porque e pra quê
Viver

Inveja

Tremem meus dedos
Querem te alcançar
Clamam por você

Treme minha boca
Abstenica da sua

Ela beijando os lábios
Que a mim prometeu..

Ela tirando teu fôlego
Que é todo meu.

Ela te arranhando a carne
E te fazendo tremer

Meus lábios tremem
Temem
Te perder.

sábado, 16 de abril de 2016

Roubados versos II

Baby, eu queria só te ver
Hoje...
Ver os seus olhos E sentir
o calor intenso das suas mãos

Baby, eu queria Que você
fosse não

Baby, eu queria te dizer
agora...
que Você vai embora Levando o vapor
e o vento das suas mãos

Baby, eu queria...
Ir nesse avião.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Acho que

No Horizonte você surge
Luto contra as forças que me movem
Sem poder te tocar
E Cega por seu explendor
Me despeço

Ninguém ficaria a favor
da gente mesmo

Meu choro transborda
Minguando e crescendo

Não me importo com os outros
Digo num sussurro

E por detrás das estrelas
Seu brilho parece dizer
Nem eu, só com você

Me apego a cada raio
Que me toca e me acaricia na escuridão

Não se sente culpado?
Em se sentir assim?
As estrelas perguntam

Adornada com seu brilho
Espero o cair da noite
E mais uma vez luto
Contra as forças que nos movem

Culpado porque ?
Pergunto as estrelas

Mas elas brilham debochadas
Rindo de nós dois

A manhã chega mais uma vez,
com deve ser..
Incrível.
Seu sussurro chega a mim,
Atravessando o firmamento

Incrível
Repentindo a palavra sussurro e
tento mensurar seu significado

Você também não pode acreditar
Ou entender por que é
Extraordinário,
Ou singular

Você cruza o céu
Leste A Oeste
Em ebulição

Por se envolver,
Se apaixonar,
Se sentir bem?

A noite nos abraça
Entre questionamentos,
Trago o frio que mora em mim
E meu tormento

Não
Sua língua de brasa decreta
Seja sincera, ela exige
Queima, incenera

Enquanto seu brilho se esvai
Para brilhar do lado contrário
Deste mundo tao azul
Eu sinto medo

Brilho,cheia
E choro, as marés transbordo..
Nunca me senti assim.

Então a manhã reverbera
Seus raios em meu rosto,
Eu também sinto
Diz sua voz de fogo.

Cega ainda te escuto
Tocam-se nossos lábios
Em desespero

Explodindo juntos
ao toque e
Sem medo
de machucar alguém.

Atormenta

Seu rosto iluminado
A lua de um além
Eu leio as suas asas
Borboletas
Meu Deus que linda imagem
Me atormenta


A sós

Fico em pé no balanço e vento
Invento um lugar perfeito
O veneno que invade mata
O fogo se alastra
Incêndio na palha
Nos reduz a pó, cinzeiro




quarta-feira, 13 de abril de 2016

Me quer?

Ligada a você
Como se em outra vida
tivéssem escrito:
vivam o mesmo destino

Boba , louca e estranha.
O frio na barriga
jamais conheci.

Esperando um sinal
Contando as horas

apegada ao teu mínimo sorriso
Que escapa um segundo sequer

acredito:
neste mundo há alguém e
me quer,
me olha,
me vê.

Seguro a mão
mesmo etérea e distante
A caminho do medo
De perder ou ganhar.

Repito em segredo
não vou ...
apaixonar.

Sorrindo,
Em todos os cantos
Espero

É além do impossível.
Alimento,
devaneio.

Lamento.

Roubados versos

Pego tais versos emprestados.
Quase roubados.
De Tão exatos.

"E que logo após revela minha voz
Quando diz seu nome
Estranha e externa
Que se torna feroz
Na forma expressa, demônio algoz
A distância prepara o beijo
No desejo não cabe o medo
Aqui dentro o segredo espalha
Em silêncio a sós
Só estamos nós"

domingo, 10 de abril de 2016

Indecente

Teu couro me fere
Com suas línguas febris
Contorço

Dor e caos dançam
Avançam
Sobre meus quadris

De bruços Me vira
Cerra-me os olhos
Com aço prende
Indecente

Aguça sentidos
Beija a nuca
Mão que machuca

Reviro
Desespero
Acordo

Te espero.

Sempre.

Diafragma

Tua voz
testa
Contesta
Encanta
Seduz

Me reduz
polui

Incita
Excita
Macula

Deforma
Destrói

Desnuda.

Grave

A maldade escorre,
Percorre,
Distorce.

Teima,
Ousa,
Pousa.

No corpo nu
Repousa,
Tola.

Sussurra,
Perde a fala.

Grave,
Embala.

Diverte,
Converte,
Desperte.

Grave
Grita,
Fala.

Talvez

E ela se foi, perdida e descalça às 7 da manhã
Fingindo estar bem, misturou tudo e dançava sem parar
Sem pensamento, noção de tempo, recato de nada
Provando da noite o intenso, saindo ilesa sem se interessar
Será que ela volta e sabe o estrago que me fez?
Será que se importa e lembra de cada um por vez?
Será que se importa
Talvez
Sobre o dia de hoje.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Primeiro acrônimo

Calei a voz

Subjulguei o erro


Vendi, gritei

O duro preço da paz,

Sossego.

Segredos guardados

Há quanto tempo segredos eu guardo

num  lugar reservado 

dentro de mim? 

Esqueci a folha, 

o verso gritado,

mas elaborado 

 que remendava-me a alma 

em um tempo ruim. 

entristeci,

emburreci, 

desevolui. 

tornei-me um caco

do copo meio cheio que eu poderia ser... 

com que intuito não sei, 

só me desapeguei, 

de sonhos vazios, 

de esperanças ingratas,

de vencer. 

tornei-me quem sempre subestimei. 

em meus conceitos formados, 

que eram mais cheios de pré 

que conceitos. 

entrei pra estatística, 

como se eu pudesse calculá-la! 

meus versos ficaram tão vazios 

como minha mente, 

inabitados, 

abandonados e 

alimentados com fast food midático.

e te culpei, 

te culpei por levar consigo meu interesse, 

meu amor, 

minha motivação.

te culpei por me abandonar, 

por me deixar em um plano 

que sequer segundo 

podia ser. 

te julguei, 

gritei, 

fugi. 

o que melhor eu faço? 

versos? 

mata-me de rir! 

quis te odiar por tempo indefinido, 

esquecer seu sorriso 

e tudo que imaginei,

vivi, 

sonhei,

frustrei. 

a culpa nunca seria minha, 

seria sua, 

seria dele, 

seria de deus 

ou da fé cega. 

me armei e cerquei de mentiras, 

me satisfiz. 

a tempestade do tempo trouxe-me os resultados,

 a vergonha, 

a tristeza e 

mais um momento o lamento.. 

não há mais tempo! 

o tempo que vc tanto fala hoje amar 

é o que me sobra aos bocados, 

o tempo que odeio e venero, 

meu ócio, 

meu defeito eterno. 

mas quem ira me ouvir?

 só vc leria as referencias.. 

mas vc esta longe de mais 

para que eu te traga novamente aqui.

Gavetas

Meu eu em recortes
Todas as faces da morte
Se refletem em mim.

Jogada a sorte
O comprimido é o lorde
Que não me deixa assim.

Chuto os cacos
Recuso abraços
Fiquem longe de mim.

Secador na banheira
A face verdadeira
Não podem me ver, assim.

Fumo meu cigarro
Na garganta o Pigarro
O que eles acham de mim?

Eu rasgo a grana
Me jogo na cama
Posso morrer bem assim

La vem o efeito
Hades é um bom sujeito
Vai cuidar de mim

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Dentro


Eu, que estou dentro.

Eu que estou fora,
eu que toda hora te tenho,
te abraço,
em meu pesar.

Eu que me lamento,
sem argumento,
sem desculpar.

Eu que me desatino,
depois me afino
e deixo o ódio se apossar.

Eu que daqui de dentro
alimento o tormento
de te abandonar

Eu que não entendo,
nem compreendo,
o limite etéreo
de amar.


Hoje

Hoje eu precisava contar a alguém sobre a loucura de te amar. 
Mas as paredes não tinham ouvidos ou paciência. 
Me ajoelhei após a meia noite e me torturei por nosso amor..
Pensei se foi mesmo nosso ou foi loucura minha, 
não sei. 
Só sei que acabou.

Lembrei do seu sorriso tão doce, 
e do sabor da sua voz. 
Lembrei de querer gritar a todos que pecar é o mais divino dos erros. 
E que eu podia morrer em seus braços.

Senti teu corpo colado ao meu 
quente e frio, 
o vento e o mar se curvando à sua beleza... 
Como era simples fechar os olhos e esquecer o mundo...
Como era fácil penar que só havia eu e você.

De mãos dadas como M. e seu lago.