Sobre nós dois

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Carta ao futuro

Quem somos nós hoje?
SeNão versos de vidas vazias?
De vidas vividas em descompasso?

Que sabemos nós hoje?
SeNão o que sabíamos...
e sequer sabemos,
se o que soubemos era real!

Sequer temos certezas se nada daquilo foi
impressões criadas,
ilusões armadas...
Por nos nós dois.

Não somos nada!
Senão reflexos de um passado
desconexo.

Estranhos tentando quebrar barreiras
criadas por nossas próprias maos.

Tentando em vão plantar sorrisos
Árvores de elos,
onde há terra infértil!

E se infértil a terra não está?
Estaremos preparados?
Estaremos dispostos a nos olhar nos olhos?
A nos abraçar como velhos estranhos conhecidos
Que se desconhecem e
se conhecem em teor semelhante?

Estaremos dispostos a todo aquele
bem querer e mal querer?
A todas aquelas pétalas de margaridas
jogadas no chão em nosso caminho?

A todos os sorrisos,
Penosos e bondosos
e inocentes sorrisos?
A todas as expectativas?
Malditas e mal criadas
expectativas?

Será que sairemos ilesos?
Ou será como um soco?
Quebrando o que tem no caminho,
queixo, maxilar, dentes
E não bastasse, o restinho do orgulho...

Andaremos Assim
de sorrisos deselegantes
Acima,
abaixo,
a diante?

Será Que para mim não serás mais galante?
Não errarei como antes?

Conseguiremos debruçar na mesma janela
sem que eu lhe deseje os lábios,
e todo o universo de seu sorriso?
Ou que lhe esbarre na pele para sentir
Que és quente?

Quem somos nós hoje?
Senão a mesma gente de sempre
Mutante. Diferente
Mas ainda sim os mesmos versos
As mesmas vidas
Vazias.

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