Vendi ao sol
O meu sono
Em toca do seu brilho
E olhar
Implorei pra terra
O vento
Em troca do meu tempo
E sonhar
Barganhei com a lua
O luar
Mas a ela não pude pagar
Pediu-me
O Amar
Recusei
E gritei:
Não há
Mas ela riu
Crescente
Das mentiras que fui
contar
Deu-me um raio de sol
Poente
E cantou para mim
No ar
Cá está está o farol
Girando
Cá está a luz do
luar
Ilumina o caminho
Cantando
Nada mais vai fazer parar
Não iluda
em seus versos
Amando
Pode-se ver que está
Não barganhe com a lua
Cantando
Pelo seu
eterno
luar
Não pense que estou
negando
É que só dou ao que há
De amar
E amar
E amar
Enquanto eu estiver
Distante
A lua Não vai
Ajudar
Então grito
Inconstante
Que o segredo vai se quebrar
Eu amo com a foeça
Do vento,
Eu amo com a fúria do mar
Eu amo todo o tempo
Mas não posso
confessar
Eu amo do sol ao poente
O que mais devo falar
Que me tira o ar
De dentro
E me toma o
Respirar
Gritando respondo
Em lamento
E a lua me da seu luar...
Nenhum comentário:
Postar um comentário