Eu, que estou dentro.
Eu que estou fora,
eu que toda hora te tenho,
te abraço,
em meu pesar.
Eu que me lamento,
sem argumento,
sem desculpar.
Eu que me desatino,
depois me afino
e deixo o ódio se apossar.
Eu que daqui de dentro
alimento o tormento
de te abandonar
Eu que não entendo,
nem compreendo,
o limite etéreo
de amar.
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