Sobre nós dois

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Éramos dois

Antes sonhei
em minha vã loucura
havia alguma razão,

teus toques eram macios,
sua boca cheia de um ódio carnal
e demoníaco.

Em seus braços
eu Era sinônimo de delírio,
era a mulher diabo,
com calda, chifres
e luxúria entre minhas pernas.

Você era meu servo
e eu sua escrava,

embebidos em suor
e gritos,
estonteantes,
anestesiados demais para recordar do mundo.

Você era desejo
e eu paixão.
Vc era rijo
e eu macia.
Vc era grito
e eu gemido.

Éramos dois.

Rascunho de nós

Odeio sorrisos furados
Odeio sua respiração
Me dói o seu toque tão áspero
Me irrita sua dissuasão

Arde a minha garganta
Corroída por sua língua imunda
me transforme num nada

Continue com minha sina
Sou mais uma da maldição
Quebra-la foi um sonho de menina

Grito. Bato. Gemo.
O ódio me prende com seu peso eterno

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Cama

Era eu
Era vc
Éramos um.

Era antes,
Não depois.

Hj não somos,
Nenhum
Nem dois.

Era macio, quente
Sólido

Era maciço, áspero
Frio

Era e não mais
Era o que foi.

Agora é depois.

Meu eu em ela

Desejei está noite um amigo.
Um ouvinte.
Alguém que ouvisse minhas palavras
sem julgamentos,
sem espadas para me perfurar.

Mas nada havia.
Não havia o silêncio dos livros,
não havia o companheiro da noite.
Nada havia.

Então te imaginei,
uma cópia minha.
Perfeita.
Calada, quieta,
doce e calma.

Que só fala caso lhe pergunte,
e mesmo assim só se demora no restrito,
no necessário.

Você era linda,
seu sorriso causava curiosidade,
por você ser mistério,
por sua voz ser melodia raramente ouvida,
você sorria pouco,
comia pouco,
indagava nada.

Era uma figura de paz,
sempre presente e distante.
Era um doce raro,
que todos queriam
e desejavam.

Sua boca era macia e de sorrisos,
e ouso dizer que livre de pecados.

Era impossível lhe olhar,
em sua beleza tão etérea,
e imaginar o ódio ou a dor
habitando sua carne
nem por um breve momento.

Você me fazia sorrir,
ainda de lábios selados,
obediente
e dedicada.
Delicada
e doce.
Perfeita.

Me apaixonei por você.
Pela possibilidade de tê-la para mim,
em mim.

Peguei sua mão.
Corri para longe,
roubei-a em mim.

Quando olhei para trás,
seus dedos não mais,
sua boca não mais,
seu sorriso
jamais.

Olhei para mim,
tantos erros a mais
Jamais..
seria assim.