Sobre nós dois

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Outra vez a olho nos olhos e enxergo vazio. Ela se deteriora como um buquê guardado encima do armário por muitos anos. Percebo a cada dia uma última vez. E lamento ser nada, e nada poder. Me despeço assim como faço com um homem de quase um século. A cada sorriso julgo ser o último. Morro enquanto a vejo morrer em vida. E ao invés de levanta-la. Enfraqueço e me preparo. Cedo ou tarde virá a pá de terra. E culpa será minha.

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