Sobre nós dois

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Desabafos tolos

Prometi a mim mesma não mais dizer em voz alta que a amava
Mas a amo tanto que chega doer.
E quando  sinto está dor, me pergunto se é mesmo amor
Quando penso em chorar por nós outra vez, com estes olhos alagados, 
Reflito nas palavras de um velho pervertido e sábio.
Sobe ao amor, sua realidade e  irrealidade. 
Através do amor, e só  dele pude aprender que nunca tinha sido amada.
Constatar isso me faz querer chorar um choro diferente,  destes que doem o fundo do olho.
Irá se casar, o riso de quem vai ver alguém velho, enquanto meu velho eu, cheio de ego se lamenta por não ser eu.
Nunca contestei ter nascido outro. Mas as vezes o desejo, grita inutilmente, Posto q nada mudaria.
Eu não sou o cavalo.
Nem o espelho.
Nem estou lá. 
Admitir isso, admitir q quem me ensinou o amor não está em meu destino
Quebra as barragens dos cílios 
De longe 
Tão longe
Na distância de um toque não dado
Eu lamento
Nao ter valorizado o amor q me foi dado
E hj retorna a seu verdadeiro dono.

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